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Para uma educação complexa

Artículo especial para Multiversidad de nuestro miembro del Consejo Académico Edgard de Assis Carvalho.

Brasil.

A reforma da educação é prioritária para o futuro da humanidade. A aposta de Edgar Morin numa educação complexa enuncia uma agenda de múltiplos princípios dentre os quais se destacam: 1. Pensar a educação como atividade humana cercada de incertezas e indeterminações, mas também comprometida com os destinos humanos e a construção de Vias para o futuro; 2. Praticar uma ética da competência que comporte um comprometimento ético com o presente sem esquecer o compromisso com o futuro durável; 3. Buscar as conexões existentes entre os fenômenos da vida e inseri-los em contextos mais amplos; 4. Abdicar da ortodoxia das teorias e conceitos e estimular o nomadismo das idéias; 5. Exercitar o diálogo entre as várias especialidades; 6. Deixar emergir a complementaridade entre arte, literatura, ciência e filosofia; 7. Transformar os ensinamentos em linguagens que ampliem o número de interlocutores da ciência; 8. Lutar pela construção da antropolítica e da antropoética como fundamentos de uma política de civilização terrena.

Aceitar o pressuposto de que nenhuma sociedade é capaz de pensar a si mesma com sabedoria e autonomia sem a religação é o ponto de partida de quaisquer políticas educacionais complexas. Desde 1957, Charles Snow já havia enfatizado esse fato em seu polêmico ensaio As duas culturas. Sabemos que essa ideia situa-se no contrafluxo da grande maioria das instituições educacionais que continuam a fortalecer o modelo da fragmentação, da especialização, da disciplinaridade, supondo que apenas as competências tecnocientificas são suficientes para equacionar as contradições do atual mundo globalizado.

As Jornadas Temáticas propostas por Edgar Morin em 1997 para a reforma do ensino médio francês foram problematizadas em torno de oito metatemas: mundo, terra, vida, humanidade, manifestações civilizatórias, culturas adolescentes, historia, conhecimento. Mesmo que não tivessem sido implantadas, as reflexões oriundas do encontro permanecem mais atuais do que nunca. É inegável reconhecer que a religação entre, parte e todo, texto e contexto, local e global é prioritária no século XXI.

Edgard Assis

Os sete saberes necessários à educação do futuro constituem o pano de fundo ideológico da reforma do ensino. Esse saberes não são disciplinas, ou programas a serem aplicados em nenhum tipo de grade curricular. São idéias-guia, buracos negros, pontos de partida para que a educação dos educadores se efetive. Integrar os erros, pregar o conhecimento pertinente, explicitar o caráter biossocial do humano, assumir a identidade terrena, incorporar as incertezas, estimular a compreensão, preservar o caráter ternário da ética são os comandos cognitivos que regem a criação e a transmissão dos saberes contemporâneos.

Em setembro de 2010, o encontro de Fortaleza, Ceará – Os sete saberes necessários à educação do presente – reiterou as ideias do texto de 2000, que recebeu uma segunda edição, projetando-as para o futuro imediato. Uma Carta de Fortaleza foi redigida na ocasião composta de dezesseis recomendações que enfatizam a complexidade dos processos educacionais. A Carta exorta estados e governos a privilegiarem em seus projetos a visão dos Sete Saberes em prol da ampliação do diálogo intercultural e de esferas comunicacionais que invistam na liberdade do sujeito, na criatividade, na transgressão das fronteiras disciplinares.

As idéias de Edgar Morin representam um caminho para a esperança, para a imaginação, para a democracia política, para a regeneração permanente. Oriundos de várias áreas do conhecimento, são muitos os pensadores afinados com suas ideias, pressupostos, utopias. Mesmo no contrafluxo de políticas educacionais que privilegiam o cálculo e a repetição, por toda parte do globo suas ideias proliferam e se ampliam. Temos sempre em mente que tudo aquilo que não se regenera, degenera-se.

Atuamos nas brechas e possibilidades que as próprias instituições nos oferecem. Núcleos de complexidade espalham-se nelas, na A PUC/SP, na UFRN no Brasil, por exemplo. A Multiversida Mundo Real em Hermosillo, México, demonstra que um conhecimento sistêmico e transdisciplinar é viável para a construção de uma Via para o futuro da humanidade, titulo aliás de um recente livro de Edgar Morin publicado originalmente em 2011 e traduzido em várias partes do mundo.

EDGARD DE ASSIS CARVALHO, coordenador do núcleo de estudos da complexidade, do comitê de ética em pesquisa da PUC de São Paulo. Colaborador de várias instituições brasileiras, tradutor das obras de Edgar Morin. Membro do comitê científico internacional da Multiversidad Mundo Real Edgar Morin.
Natal, fevereiro 2014.

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